1. Não (veja aqui)
2. Sim (veja aqui)
3. Não como lei, sim como referência (Veja aqui)
Comentário: mais um exemplo de que os intérpretes da Bíblia discordam entre si, por mais bem formados que sejam.
Então, que seja feito segundo a consciência de cada um, após informar-se sobre muitos "não", muitos "sim", muitos "em parte".
Minha reflexão pessoal:
Começo reconhecendo que a organização humana chamada igreja precisa
de recursos financeiros para existir. Cada membro dessa organização é
obrigado a aceitar os seus estatutos, entre eles a contribuição com
dízimos e ofertas, ou outra forma qualquer de contribuição.
Entretanto,
fica a pergunta: Dízimos e ofertas devem ser pagos como parte da lei,
ou devem ser oferecidos livremente conforme manda o coração?
Alguns
dizem que essa prática precede a lei, foi incorporada à lei e
permaneceu válida quando a própria lei foi ultrapassada. Se assim é,
isso é um grande mistério! Esse argumento não tem fundamento lógico para mim.
Outros
dizem que é da lei e, já que a lei não foi revogada, mas cumprida, a
própria lei precisa ser cumprida por cada um. Esse argumento não é
lógico para mim.
Outros dizem que não se trata mais de uma
obrigação legal, mas, como a igreja tem despesas, e há esse precedente,
ele pode ser uma referência válida adotada sem imposição, inclusive
deixando livre a ideia de que cada um deve dar segundo manda o seu
coração, mas de forma regular e com liberalidade. Julgo este um
argumento lógico para mim.
Concluo,
pois, que deve prevalecer o bom senso do Apóstolo Paulo. Quem acredita que é
parte da lei, que o faça para ficar com sua consciência limpa. Quem acredita que não faz parte da lei, que dê segundo manda o seu coração, com
liberdade, mas que dê com regularidade e liberalidade para garantir a
viabilidade financeira da igreja sem deixar o peso para os demais
irmãos.
Resta ainda argumentar que a igreja precisa ser
fiscalizada quanto à forma como administra os seus recursos. Eles não
podem ser desperdiçados, pois há muita carência no mundo, e os recursos
são escassos.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Cristo e o cristianismo
Cristo é "o Caminho, a Verdade e a Vida", e o cristianismo, o que é?
Qualquer homem, em qualquer lugar, pode ser escolhido por Cristo e, por meio dEle, perceber, como se fosse por si mesmo, "o Caminho, a Verdade e a Vida", mesmo que nunca tenha ouvido falar em Cristo, ou Jesus, ou Jesus Cristo, ou no cristianismo.
Cristo, sendo universal, manisfesta-se de forma particular em cada ser humano de boa vontade e, de forma singular, naqueles que escolheu para tal.
Cristo manifestou-se de forma singular aos judeus e, em seguida, o seu Evangelho foi anunciado aos gentios, em especial pelo Apóstolo Paulo.
A multiplicação da mensagem de Cristo para todos os homens, derivada da modificação da matriz judáica, cristalizou-se no catolicismo, este formatando a mensagem de maneira singular.
O catolicismo tornou-se complexo, talvez por compreender a complexidade da natureza humana. Conseguiu abranger muitos, mas foi combatido por homens que julgavam ter uma percepção mais acurada da mensagem de Cristo.
Embora a mensagem de Cristo seja, na minha opínião, concisa, clara e universal, as muitas correntes interpretativas a tornam confusa, contraditória e irracional, se vista como um todo.
Mas, não há como ser diferente, pois cada homem é um caso particular do homem universal, sendo que alguns homens são singulares, isto é, muito especiais. Deus criou tudo que há, e cada coisa criada tem a sua pecularidade, assim como cada homem.
Assim, é razoável dizer que não há algo concreto a que aderir chamado cristianismo. Existem muitos cristianismos, e algumas de suas versões estão ligadas apenas nominalmente ao Cristo da Bíblia.
Em todo lugar, pois, onde haja um justo e misericordioso, cheio de amor puro por seus semelhantes, aí está um seguidor de Cristo.
Qualquer homem, em qualquer lugar, pode ser escolhido por Cristo e, por meio dEle, perceber, como se fosse por si mesmo, "o Caminho, a Verdade e a Vida", mesmo que nunca tenha ouvido falar em Cristo, ou Jesus, ou Jesus Cristo, ou no cristianismo.
Cristo, sendo universal, manisfesta-se de forma particular em cada ser humano de boa vontade e, de forma singular, naqueles que escolheu para tal.
Cristo manifestou-se de forma singular aos judeus e, em seguida, o seu Evangelho foi anunciado aos gentios, em especial pelo Apóstolo Paulo.
A multiplicação da mensagem de Cristo para todos os homens, derivada da modificação da matriz judáica, cristalizou-se no catolicismo, este formatando a mensagem de maneira singular.
O catolicismo tornou-se complexo, talvez por compreender a complexidade da natureza humana. Conseguiu abranger muitos, mas foi combatido por homens que julgavam ter uma percepção mais acurada da mensagem de Cristo.
Embora a mensagem de Cristo seja, na minha opínião, concisa, clara e universal, as muitas correntes interpretativas a tornam confusa, contraditória e irracional, se vista como um todo.
Mas, não há como ser diferente, pois cada homem é um caso particular do homem universal, sendo que alguns homens são singulares, isto é, muito especiais. Deus criou tudo que há, e cada coisa criada tem a sua pecularidade, assim como cada homem.
Assim, é razoável dizer que não há algo concreto a que aderir chamado cristianismo. Existem muitos cristianismos, e algumas de suas versões estão ligadas apenas nominalmente ao Cristo da Bíblia.
Em todo lugar, pois, onde haja um justo e misericordioso, cheio de amor puro por seus semelhantes, aí está um seguidor de Cristo.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Todos somos religiosos
Erich Fromm, estudioso da natureza humana, afirmou que "todo ser humano necessita de um sistema de orientação e devoção". Isto é, todo ser humano é, por natureza, religioso. Resta investigar as diferentes religiões disponíveis, e como se chega a elas.
Em primeiro lugar, o ser humano age para satisfazer necessidades que, se não forem satisfeitas, geram deficiência de ser, conforme alertou Abraham Maslow. Contudo, ele sempre confunde necessidade com desejo e, assim, torna-se um religioso do poder, do consumo supérfluo, e dai por diante.
Os desejos são ilimitados e, satisfeitos uns, sempre aparecerão novos. Alguns desses desejos, se satisfeitos, diminuem o estoque de recursos que poderiam ser usados para a satisfação das necessidades de outrem. E, dessa realidade, surge o conflito capitalismo versus comunismo, ambos defensores de posições extremas e incompatíveis entre si.
O Evangelho de Cristo, à margem de qualquer sistema político, convida o indivíduo a adotar a religião correta, isto é, a religião do amor. E os que adotam a mesma religião podem reunir-se e, eventualmente, afetar a organização social de maneira progressiva.
Porém, a religião do amor, preconizada pelo Evangelho de Cristo, ao institucionalizar-se, pode sofrer todo tipo de influências negativas. Ela pode tornar-se um poder à parte, e ser usada para disfarçar a busca da religião do poder e do consumo, tudo isso em nome de Deus.
Contudo, cada ser humano, ao ser confrontado com sua situação desesperadora, pode, em algum momento, realinhar-se com a religião verdadeira, capaz de conduzi-lo ao mais elevado grau de desenvolvimento humano, indo além do humano animal para a vida do espírito alimentada pelo Espírito de Deus.
A esse respeito, Cristo deu a solução mais radical. É possível ultrapassar todas as barreiras humanas para, instantaneamente, adotar a religião verdadeira, mesmo levando-se em consideração que o homem continuará, enquanto estiver na Terra, sendo oprimido pelas forças que nascem da matéria ajustada à sua condição de organismo vivo que tem o instinto de autopreservação.
Em primeiro lugar, o ser humano age para satisfazer necessidades que, se não forem satisfeitas, geram deficiência de ser, conforme alertou Abraham Maslow. Contudo, ele sempre confunde necessidade com desejo e, assim, torna-se um religioso do poder, do consumo supérfluo, e dai por diante.
Os desejos são ilimitados e, satisfeitos uns, sempre aparecerão novos. Alguns desses desejos, se satisfeitos, diminuem o estoque de recursos que poderiam ser usados para a satisfação das necessidades de outrem. E, dessa realidade, surge o conflito capitalismo versus comunismo, ambos defensores de posições extremas e incompatíveis entre si.
O Evangelho de Cristo, à margem de qualquer sistema político, convida o indivíduo a adotar a religião correta, isto é, a religião do amor. E os que adotam a mesma religião podem reunir-se e, eventualmente, afetar a organização social de maneira progressiva.
Porém, a religião do amor, preconizada pelo Evangelho de Cristo, ao institucionalizar-se, pode sofrer todo tipo de influências negativas. Ela pode tornar-se um poder à parte, e ser usada para disfarçar a busca da religião do poder e do consumo, tudo isso em nome de Deus.
Contudo, cada ser humano, ao ser confrontado com sua situação desesperadora, pode, em algum momento, realinhar-se com a religião verdadeira, capaz de conduzi-lo ao mais elevado grau de desenvolvimento humano, indo além do humano animal para a vida do espírito alimentada pelo Espírito de Deus.
A esse respeito, Cristo deu a solução mais radical. É possível ultrapassar todas as barreiras humanas para, instantaneamente, adotar a religião verdadeira, mesmo levando-se em consideração que o homem continuará, enquanto estiver na Terra, sendo oprimido pelas forças que nascem da matéria ajustada à sua condição de organismo vivo que tem o instinto de autopreservação.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Aviso aos auditores do pecado alheio
O homem peca por pensamentos, palavras e atos, combinando todas essas possibilidades. Ele nada pode esconder de Deus, mas pode tornar difícil a vida dos seus auditores humanos.
Quanto aos pensamentos, há como escondê-los. Quanto às palavras, há como escolhê-las de forma que não representem o pensamento verdadeiro. Quanto aos atos, eles podem, em parte, ser praticados longe dos olhos dos auditores, embora sempre possam vir à tona com o tempo.
Contudo, dá menos trabalho apontar o dedo para os atos manifestos das pessoas que não têm a habilidade, ou a desonestidade de escondê-los. É fácil julgar quem fuma, bebe e pratica abertamente outros atos considerados pecaminosos pelos auditores do pecado.
Embora alguns desses pecadores ajam de forma deliberada, e não estejam "nem ai" para seus auditores, alguns deles, ou talvez muitos, deveriam ser ajudados por especialistas em saúde, ou por conselheiros sábios. Contudo, muitas vezes eles são desprezados e injustamente considerados indignos de apoio, sendo logo entregues a si mesmos para que se danem sozinhos.
Os auditores do pecado alheio precisam ficar mais atentos com os exemplos históricos e cotidianos. Vejamos alguns deles.
Certo homem não bebia, não fumava, e tinha hábitos muito apropriados à conservação da sua saúde. Ele queria salvar o mundo, tendo convencido muitos intelectuais e religiosos do seu país a dar-lhe aval. O homem era Hitler!
Conheci, na minha infância, um homem aparentemente muito religioso pelos padrões ortodoxos. Ele não bebia, não fumava, falava pouco e era considerado dedicado à família, ao trabalho e à igreja, na qual era autoridade exemplar. Um dia, durante a investigação de um crime bárbaro, ele suicidou-se ao perceber que havia sido descoberto como sendo o assassino.
Por outro lado, vi um homem bom ser expulso de sua igreja por ter-se tornado alcoólatra devido a decepções pessoais profundas. Ele não teve apoio para curar-se; antes, foi excluído sumariamente da membresia. Alguns anos mais tarde o homem se recuperou sozinho, vindo a reintegrar-se à igreja, sem mágoas. Conheço bem essa história, pois ele era meu pai.
Senhores auditores do pecado alheio: é preciso aprender a fazer o seu trabalho! No mínimo, é necessário aprender a arte da investigação, de modo a não julgar o réu antes da hora. É preciso, além de aprender a raciocinar como investigador, colocar-se no lugar do outro antes de julgá-lo. Isso é imperativo, ainda que não aceitem a ordem do Cristo "Não julgueis, para que não sejais julgados. Mateus 7:1".
Quanto aos pensamentos, há como escondê-los. Quanto às palavras, há como escolhê-las de forma que não representem o pensamento verdadeiro. Quanto aos atos, eles podem, em parte, ser praticados longe dos olhos dos auditores, embora sempre possam vir à tona com o tempo.
Contudo, dá menos trabalho apontar o dedo para os atos manifestos das pessoas que não têm a habilidade, ou a desonestidade de escondê-los. É fácil julgar quem fuma, bebe e pratica abertamente outros atos considerados pecaminosos pelos auditores do pecado.
Embora alguns desses pecadores ajam de forma deliberada, e não estejam "nem ai" para seus auditores, alguns deles, ou talvez muitos, deveriam ser ajudados por especialistas em saúde, ou por conselheiros sábios. Contudo, muitas vezes eles são desprezados e injustamente considerados indignos de apoio, sendo logo entregues a si mesmos para que se danem sozinhos.
Os auditores do pecado alheio precisam ficar mais atentos com os exemplos históricos e cotidianos. Vejamos alguns deles.
Certo homem não bebia, não fumava, e tinha hábitos muito apropriados à conservação da sua saúde. Ele queria salvar o mundo, tendo convencido muitos intelectuais e religiosos do seu país a dar-lhe aval. O homem era Hitler!
Conheci, na minha infância, um homem aparentemente muito religioso pelos padrões ortodoxos. Ele não bebia, não fumava, falava pouco e era considerado dedicado à família, ao trabalho e à igreja, na qual era autoridade exemplar. Um dia, durante a investigação de um crime bárbaro, ele suicidou-se ao perceber que havia sido descoberto como sendo o assassino.
Por outro lado, vi um homem bom ser expulso de sua igreja por ter-se tornado alcoólatra devido a decepções pessoais profundas. Ele não teve apoio para curar-se; antes, foi excluído sumariamente da membresia. Alguns anos mais tarde o homem se recuperou sozinho, vindo a reintegrar-se à igreja, sem mágoas. Conheço bem essa história, pois ele era meu pai.
Senhores auditores do pecado alheio: é preciso aprender a fazer o seu trabalho! No mínimo, é necessário aprender a arte da investigação, de modo a não julgar o réu antes da hora. É preciso, além de aprender a raciocinar como investigador, colocar-se no lugar do outro antes de julgá-lo. Isso é imperativo, ainda que não aceitem a ordem do Cristo "Não julgueis, para que não sejais julgados. Mateus 7:1".
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Ignorância, conhecimento e sabedoria
O homem nasce ignorante, porém, com potencial de conhecer e caminhar para os altos cumes da sabedoria. Reivindico que esta afirmação é inteiramente bíblica, lógica e suportada pelo bom senso embora, talvez, possa ser inacessível ao senso comum, quando este compartilha a ignorância.
Que o homem nasce ignorante, é evidente por si mesmo que assim é. Que ele tem potencial de conhecer, isto é também evidente por si mesmo. Já a afirmação de que o homem tem o potencial de sabedoria exige mais atenção, pois apenas uma minoria demonstra atingir essa condição.
A sabedoria propriamente dita é um atributo divino. E, sendo o homem uma criatura de Deus, feita à Sua imagem e semelhança, ele, imitando Jesus Cristo, pode aproximar-se de Deus pelo amor e, assim, incorporar um pouco da sabedoria divina.
Mas, estando no mundo, o homem é obrigado a aprender a lidar com as coisas do mundo, não para tornar-se mundano, mas para, pelo conhecimento, superá-las rumo á sabedoria divina. O impulso para essa busca é a fé, e sua concretização, o amor.
O conhecimento das coisas do mundo gera as coisas do mundo: bens, serviços e sentimentos mundanos. Este é o homem do mercado, ou o homem do mundo. Entretanto, há uma essência no homem que faz com que ele não se realize com essas coisas do mundo, e nelas se fixe apenas como doença. Sua saúde integral exige que o homem supere sua condição mundana.
A sabedoria, pois, é a grande meta. E essa sabedoria só pode consolidar-se no amor. E uma vez que o homem ama, ele muda o seu relacionamento com o mundo, deixando de ser um homem do mercado, para tornar-se participante do Reino de Deus na Terra, pela sabedoria que vem de Deus.
Que o homem nasce ignorante, é evidente por si mesmo que assim é. Que ele tem potencial de conhecer, isto é também evidente por si mesmo. Já a afirmação de que o homem tem o potencial de sabedoria exige mais atenção, pois apenas uma minoria demonstra atingir essa condição.
A sabedoria propriamente dita é um atributo divino. E, sendo o homem uma criatura de Deus, feita à Sua imagem e semelhança, ele, imitando Jesus Cristo, pode aproximar-se de Deus pelo amor e, assim, incorporar um pouco da sabedoria divina.
Mas, estando no mundo, o homem é obrigado a aprender a lidar com as coisas do mundo, não para tornar-se mundano, mas para, pelo conhecimento, superá-las rumo á sabedoria divina. O impulso para essa busca é a fé, e sua concretização, o amor.
O conhecimento das coisas do mundo gera as coisas do mundo: bens, serviços e sentimentos mundanos. Este é o homem do mercado, ou o homem do mundo. Entretanto, há uma essência no homem que faz com que ele não se realize com essas coisas do mundo, e nelas se fixe apenas como doença. Sua saúde integral exige que o homem supere sua condição mundana.
A sabedoria, pois, é a grande meta. E essa sabedoria só pode consolidar-se no amor. E uma vez que o homem ama, ele muda o seu relacionamento com o mundo, deixando de ser um homem do mercado, para tornar-se participante do Reino de Deus na Terra, pela sabedoria que vem de Deus.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Minha Confissão de Fé
O título desta postagem
deveria ser A Confissão de Fé de Jesus Cristo. Eu dei-lhe o título de Minha
Confissão de Fé apenas para ressaltar que faço minha a Confissão de Fé de Jesus Cristo.
As confissões de fé existem em profusão. Algumas são contraditórias
entre si, em alguns pontos, e
alimentaram guerras religiosas. Então, minha consciência obrigou-me a um
posicionamento definitivo, e eu optei por fazer minha a Confissão de Fé de
Jesus Cristo.
Artigo 1º
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
Marcos 12:30-31
Artigo 2º
Revogam-se as disposições em contrário.
Contudo, devo explicar um pouco mais a minha posição. O homem, sendo falível por natureza, embora perfectível em Cristo, busca a Deus de acordo com suas condições de existência. E não poderia ser diferente, pois ele parte de uma condição de absoluta ignorância ao nascer, e toda a sua formação inicial depende do meio que o educa.
Tendo oportunidade, ele pode questionar o que aprendeu, e buscar respostas melhores para si. Enquanto o fizer de boa fé, acredito que ele não pode ser considerado culpado por não encontrar a verdade, a menos que a verdade, no caso a Verdade, que é Cristo, se revele a ele pessoalmente. E, mesmo assim, ele pode ser confundido por anjos maus que se apresentam como anjos de luz.
Então, só me resta crer, usando o meu raciocínio, que, diante de Deus, o homem é como uma criança. E uma criança não pode ser culpada de sua ignorância; nem da educação que recebeu e que internalizou. Portanto, qualquer um que buscar a Deus com boa intenção, qualquer que seja a Confissão de Fé que foi levado a adotar, será aceito pelo Altíssimo e, se necessário, educado para corrigir-se quando Ele julgar conveniente.
Sob esta perspectiva, todas as Confissões de Fé são válidas, desde que não atendam a políticas intencionais de má fé. E, mesmo que elas tenham sido elaboradas de má fé, as crianças que as seguem com a firme intenção de buscar a Deus serão aceitas por Ele. Porém, julgo que cada um, no uso de sua consciência, está livre para escolher uma Confissão de Fé que esteja de acordo com a sua maturidade.
Em decorrência do que foi dito anteriormente, pode-se concluir que, embora a Igreja Perfeita só exista no Céu, é lícito a cada um procurar uma igreja aqui na Terra que esteja de acordo com a sua maturidade, ou consciência, esta passível de mudança pela educação. Nada melhor do que isso o homem pode fazer, a não ser que Deus aja diretamente sobre a sua consciência para corrigi-la.
Contudo, devo explicar um pouco mais a minha posição. O homem, sendo falível por natureza, embora perfectível em Cristo, busca a Deus de acordo com suas condições de existência. E não poderia ser diferente, pois ele parte de uma condição de absoluta ignorância ao nascer, e toda a sua formação inicial depende do meio que o educa.
Tendo oportunidade, ele pode questionar o que aprendeu, e buscar respostas melhores para si. Enquanto o fizer de boa fé, acredito que ele não pode ser considerado culpado por não encontrar a verdade, a menos que a verdade, no caso a Verdade, que é Cristo, se revele a ele pessoalmente. E, mesmo assim, ele pode ser confundido por anjos maus que se apresentam como anjos de luz.
Então, só me resta crer, usando o meu raciocínio, que, diante de Deus, o homem é como uma criança. E uma criança não pode ser culpada de sua ignorância; nem da educação que recebeu e que internalizou. Portanto, qualquer um que buscar a Deus com boa intenção, qualquer que seja a Confissão de Fé que foi levado a adotar, será aceito pelo Altíssimo e, se necessário, educado para corrigir-se quando Ele julgar conveniente.
Sob esta perspectiva, todas as Confissões de Fé são válidas, desde que não atendam a políticas intencionais de má fé. E, mesmo que elas tenham sido elaboradas de má fé, as crianças que as seguem com a firme intenção de buscar a Deus serão aceitas por Ele. Porém, julgo que cada um, no uso de sua consciência, está livre para escolher uma Confissão de Fé que esteja de acordo com a sua maturidade.
Em decorrência do que foi dito anteriormente, pode-se concluir que, embora a Igreja Perfeita só exista no Céu, é lícito a cada um procurar uma igreja aqui na Terra que esteja de acordo com a sua maturidade, ou consciência, esta passível de mudança pela educação. Nada melhor do que isso o homem pode fazer, a não ser que Deus aja diretamente sobre a sua consciência para corrigi-la.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
O paradoxo da religião
A Folha de S. Paulo publicou, no dia 7/09/2010, na página A13, no seu Caderno de Ciência, um artigo interessante. Trata-se do resultado de uma pesquisa com mais de 450 mil pessoas em todo o mundo, sobre os fatores principais que causam tanto a felicidade quanto a infelicidade.
Daniel Kahneman, da Universidade de Princeton, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2002, foi coautor da pesquisa publicada na revista científica "PNAS". Nessa pesquisa a solidão foi apontada como a maior causa isolada da infelicidade humana. Ao mesmo tempo, a religião foi apontada como a principal causa isolada de felicidade.
Abraham Maslow, o grande psicólogo do século passado, já defendia que somente as pessoas que atingem a saúde mental plena são capazes de viver sozinhas se isso for necessário. Essas pessoas até buscam a solidão voluntariamente em certas circunstâncias. Mas o tipo solitário autossuficiente pode tornar-se inútil para os seus semelhantes, pois o homem é, entre outras definições, um animal social.
Quanto à religião, sabe-se que o seu germe está inserido na natureza humana. Pode ser que um ou outro homem diga-se imune à sua influência. Ela pode ser altamente formalizada e eivada de hipocrisia, mas pode também ser caracterizada pela informalidade e verdade no mais alto grau. Na pesquisa de Kahneman ela recebeu novo brilho como sendo o principal fator isolado que contribui para a felicidade humana.
A religião, por natureza, une os homens da mesma fé e torna-os irmanados numa causa pela qual dariam a própria vida com alegria. Esses homens irmanados podem sentir-se felizez, porém, se fundamentalistas, podem predispor-se à violência contra grupos religiosos que, apesar de terem o mesmo Deus, podem lutar entre si visando à extinção mútua. A mesma religião que torna os seus adeptos felizes pode ser fonte de violência. Ao mesmo tempo ela contém o potencial de verdade e de transformação profunda do caráter violento em um caráter sociável.
Assim, não é surpresa que a religião seja o mais efetivo antídodo contra a solidão. E, tratando-se da religião verdadeira, a felicidade que a acompanha é indizível e compartilhável por todo ser humano saudável. Não surpreende, pois, que a religião tenha sido tratada como uma questão de Estado. Ao mesmo tempo, não surpreende que muitos sábios tenham reivindicado que ela seja afastada da interferência manipuladora do Estado. Mas, não resta dúvida de que o Estado deve ficar atento ao seu uso potencial como a mais refinada forma de manipulação da mente humana.
A religião, quando submetida ao crivo da razão, torna-se um fator de libertação. Ela não pode prescindir da educação de alto nível, ainda que ela possa ser combatida pelas pessoas que se submeteram a esse tipo de educação. Os filósofos superficiais geralmente são contra a religião; mas, quando eles são profundos, compreendem-na e respeitam-na, mesmo quando não a seguem na sua versão formal e ritualizada.
Segue-se que a religião deve ser estudada criticamente. Tudo que, ao longo dos séculos, tornou-se imune à mais ferranha crítica, faz parte do seu núcleo verdadeiro. E esse núcleo, até o momento, coincide com o amor. O cientista social Erich Fromm destacou esse fato nos seus livros O Dogma de Cristo e Psicanálise e Religião. Essa mesma conclusão foi tirada por outros pscicanalistas, entre eles alguns tidos por ateus.
A religião do amor, como aquela defendida por Jesus Cristo, tem agora essa confirmação empírica. Ela é o melhor antídodo contra a solidão. Mas, ela não pode prescindir da razão sob pena de tornar-se um grande flagelo para a Humanidade.
Daniel Kahneman, da Universidade de Princeton, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2002, foi coautor da pesquisa publicada na revista científica "PNAS". Nessa pesquisa a solidão foi apontada como a maior causa isolada da infelicidade humana. Ao mesmo tempo, a religião foi apontada como a principal causa isolada de felicidade.
Abraham Maslow, o grande psicólogo do século passado, já defendia que somente as pessoas que atingem a saúde mental plena são capazes de viver sozinhas se isso for necessário. Essas pessoas até buscam a solidão voluntariamente em certas circunstâncias. Mas o tipo solitário autossuficiente pode tornar-se inútil para os seus semelhantes, pois o homem é, entre outras definições, um animal social.
Quanto à religião, sabe-se que o seu germe está inserido na natureza humana. Pode ser que um ou outro homem diga-se imune à sua influência. Ela pode ser altamente formalizada e eivada de hipocrisia, mas pode também ser caracterizada pela informalidade e verdade no mais alto grau. Na pesquisa de Kahneman ela recebeu novo brilho como sendo o principal fator isolado que contribui para a felicidade humana.
A religião, por natureza, une os homens da mesma fé e torna-os irmanados numa causa pela qual dariam a própria vida com alegria. Esses homens irmanados podem sentir-se felizez, porém, se fundamentalistas, podem predispor-se à violência contra grupos religiosos que, apesar de terem o mesmo Deus, podem lutar entre si visando à extinção mútua. A mesma religião que torna os seus adeptos felizes pode ser fonte de violência. Ao mesmo tempo ela contém o potencial de verdade e de transformação profunda do caráter violento em um caráter sociável.
Assim, não é surpresa que a religião seja o mais efetivo antídodo contra a solidão. E, tratando-se da religião verdadeira, a felicidade que a acompanha é indizível e compartilhável por todo ser humano saudável. Não surpreende, pois, que a religião tenha sido tratada como uma questão de Estado. Ao mesmo tempo, não surpreende que muitos sábios tenham reivindicado que ela seja afastada da interferência manipuladora do Estado. Mas, não resta dúvida de que o Estado deve ficar atento ao seu uso potencial como a mais refinada forma de manipulação da mente humana.
A religião, quando submetida ao crivo da razão, torna-se um fator de libertação. Ela não pode prescindir da educação de alto nível, ainda que ela possa ser combatida pelas pessoas que se submeteram a esse tipo de educação. Os filósofos superficiais geralmente são contra a religião; mas, quando eles são profundos, compreendem-na e respeitam-na, mesmo quando não a seguem na sua versão formal e ritualizada.
Segue-se que a religião deve ser estudada criticamente. Tudo que, ao longo dos séculos, tornou-se imune à mais ferranha crítica, faz parte do seu núcleo verdadeiro. E esse núcleo, até o momento, coincide com o amor. O cientista social Erich Fromm destacou esse fato nos seus livros O Dogma de Cristo e Psicanálise e Religião. Essa mesma conclusão foi tirada por outros pscicanalistas, entre eles alguns tidos por ateus.
A religião do amor, como aquela defendida por Jesus Cristo, tem agora essa confirmação empírica. Ela é o melhor antídodo contra a solidão. Mas, ela não pode prescindir da razão sob pena de tornar-se um grande flagelo para a Humanidade.
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